Um post de US$ 23 bilhões

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Um tema tem sido muito falado, na útlima semana, nas redes sociais: a mudança do algoritmo do Facebook.

Anunciado, quinta-feira (11/01), na conta pessoal do próprio CEO, Mark Zuckerberg citou que as mudanças aconteceram priorizando as reclamações dos usuários.

Disse que cada vez mais o feed priorizará a distribuição de conteúdos de amigos e familiares, consequentemente, diminuindo o alcance orgânico das páginas, tornando ainda mais caro a distribuição de conteúdos de empresas e influenciadores. Isso me faz refletir sobre alguns fatores:

Quem vem primeiro? Usuário, acionista ou cliente?

Essa dialética é um dos grandes desafios do executivo. Como irá agradar seus usuários, sem desagradar seus acionistas e anunciantes? Mais que uma decisão, um ato de coragem – para mim – podemos ter certeza que ele teve.

Isso se deu, pelo motivo do crescente número de reclamações e desengajamento dos usuários frente à grande distribuição de anúncios e conteúdos de vendas.

Por outro lado, o número de anunciantes diminuirão (visto que a maioria desses, são pequenos empresários), o que, obviamente, poderá impactar no faturamento da empresa.

Logo, esse descontentamento dos anunciantes, vem acompanhado da frustração dos acionistas.

Os impactos desta decisão

Sem dúvida, no que refere-se a usabilidade, a notícia agradou os usuários da rede. Porém, quem não ficou nada contente foram os acionistas do Facebook.

Após a postagem de Mark, o mercado viu as ações da empresa caírem 4,3%, nas negociações pre-market da última sexta-feira (12/01).

Em números, a queda representou US$ 23 bilhões de decréscimo, em valor de mercado da empresa na bolsa, saindo de um valor de US$ 545,6 bilhões para US$ 522,5.

Isso refletiu em menos US$ 2,9 bilhões na fortuna de Mark Zuckerberg.

Essa decisão, em médio prazo, tende a significar uma solidez e sustentabilidade maior para a plataforma, porém, como lidar com tanta cifra a menos frente aos acionistas? Esse será o maior desafio.

Se sua audiência está na rede social, ela não é sua

Isso mesmo!

Muitas pessoas confundem a audiência nas redes sociais com a audiência própria. Cada vez mais, temos visto depoimentos de influenciadores digitais dizendo que seu conteúdo já não tem o mesmo alcance que antes.

Isso se deve às recorrentes mudanças de algoritmos nos quais as redes sociais passam. Seja para melhorar a distribuição ou apenas aumentar o faturamento em anúncios, a plataforma detém todo o poder da distribuição dos conteúdos.

Frequentemente, em palestras que faço pelo Brasil, as pessoas acham um absurdo quando digo isso. Porém esquecem que quando compram um celular ou ingressam em uma rede social, existe algo chamado “Termo de Uso” ou “Termo de Compromisso” em que a única coisa que a maioria lê é “Avançar”, “Próxima etapa”, “Aceito”, “Concordo” e etc.

A partir disso, apenas estamos concordando com as políticas de distribuição e utilização das plataformas, de acordo com os parâmetros da empresa que a administra.

Mas Matheus, como devo fazer com que a audiência seja minha? Esse é um assunto para outro post que fizemos na FriendsLab citando inclusive a história de dois dos maiores influenciadores digitais do Brasil.

Clique aqui e confira: Whindersson Nunes e Felipe Neto: a importância de inovar mesmo quando se é referência

Entregue valor

Confesso que eu, enquanto empresário, passo todos os dias repensando novas formas de distribuição de conteúdo, para que eu possa levar para mais pessoas o que eu acredito.

Antes de tudo, quero dizer que um dos melhores textos que li, recentemente, sobre Marketing de Conteúdo foi do meu amigo Vitor Peçanha (Fundador da Rock Content) cujo título é: Vamos sobreviver à sobrecarga de informação? Uma análise histórica.

Isso nos faz refletir que, cada vez mais, os conteúdos serão entregues para quem precisa dele. Ou seja, se você está preocupado com a distribuição do seu conteúdo, é melhor começar a se preocupar na qualidade do que está escrevendo, e principalmente no valor que você quer entregar com o seu conteúdo.

Os algoritmos de distribuição, cada vez mais irão entregar conteúdo relevante, é como uma máquina de intenção, o seu conteúdo terá que ser ideal para aquela pessoa, no momento em que ela precisa. Só assim você sobreviverá, visto que nos últimos dois anos, foram produzidos mais conteúdos que toda a história da internet.

Essa é minha dica para você que quer destacar na web!

Abraços!

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