Para que serve cada ferramenta do Google

Se você começou a trabalhar com Marketing agora — ou mesmo se você já trabalha há um tempo, mas não teve a oportunidade de usar todas as ferramentas do Google, possivelmente já fez confusão com esses nomes: Suite, Ads, Analytics, Sense, Data Studio, Search Console…

Afinal, o maior mecanismo de busca do mundo é também uma fonte incrível de ferramentas para otimizar sua estratégia de marketing, melhorar processos e gerar resultados.

Porém, antes de saber quais ferramentas do Google você precisa, é imprescindível entender exatamente como cada uma delas funciona — e como elas podem te ajudar.

Por isso, selecionei algumas funções muito famosas — e outras nem tanto — presentes no pacote de utilidades do Google para que você saiba o motivo básico pelo qual ela existe e como a sua estratégia pode tirar proveito disso.

G Suite

Vou começar pelo G Suite por um motivo simples: ele é o pacote de serviços “básicos” do Google, só que voltados para empresas.

Então, sabe o Gmail, agenda, calendário e versões de documentos que estão disponíveis para todos os usuários? Eles tem uma versão exclusiva, 100% voltado para empresas, que agrega todas as ferramentas mais funcionais do Google, justamente para melhorar a integração tanto do seu time quanto dos seus dispositivos: tablet, desktop, celular…

Com isso, você tem acesso fácil a todos os documentos e meios de comunicação disponíveis para a sua empresa através de serviços do Google, e consegue acessá-los de qualquer lugar, tudo mesmo com um domínio personalizado (seus emails continuarão sendo @suaempresa.com.br!).

Além dos serviços que eu já listei, você tem acesso à:

  • Maior espaço no Google Drive para armazenamento de documentos na núvem;
  • Ferramentas de bate-papo interno e externo como Hangouts e o Chat;
  • Acesso a todas as formas de criação de documentos do Google, como planilhas, apresentações e formulários;
  • Opções fáceis de gerenciamento de contas.

Se você se interessou pelo pacote, os valores são a partir de U$5 dólares mensais por usuário, variando também as permissões de uso das ferramentas.

Google Tag Manager

Este sem sombra de dúvidas é um dos primeiros programas do Google que você precisa conhecer, caso queira utilizar outras ferramentas.

Acontece que a maioria das funcionalidades Google dependem da instalação de códigos de monitoramento nas páginas do seu site e blog. Por isso, o Tag Manager é a solução para que você consiga gerenciar suas tags de maneira prática.

Geralmente, a administração desse tipo de função precisa ser feita por especialistas de TI e similares. Porém, a ideia é justamente facilitar esse processo, trazer mais independência para o seu time de Marketing e acabar com as desculpas para não usar boas ferramentas.

A ferramenta serve tanto para gestão de códigos do próprio Google quanto de outros fornecedores, como Twitter e Hotjar, e a sua integração é super simples!

Para isso, você faz cadastro na ferramenta — que é gratuita — gerar o código e o cola uma única vez após a tag <body> do seu site.

Lembrando que, caso você tenha mais de um site, é interessante ter uma conta para cada um e sempre usar o mesmo e-mail para gerenciar o mesmo site em todas as suas ferramentas do Google.

Google Analytics

O Google Analytics é o queridinho dos profissionais de Marketing. O serviço de análise, como o próprio nome já diz, tem como principal objetivo entender o comportamento dos seus usuários em seu site e blog.

Isso acontece através do seguinte processo: você cria uma conta no Analytics, ele cria um código que você incorpora no site e, através desse código o seu site passa a ser monitorado e os dados gerados ficam compilados em um dashboard exclusivo, como a imagem abaixo.


Uma visão geral do Google Analytics

E acessando aos relatórios da barra lateral esquerda, você tem acesso a informações de acesso do seu site como:

  • Status em tempo real;
  • Informações sobre o seu público como páginas mais acessadas, dados demográficos e localização;
  • Dados de aquisição como quais os canais que trazem mais tráfego para o seu site — como redes sociais, tráfego direto, mídia paga, busca orgânica e outros.
  • Quais as páginas mais acessadas, de quais páginas as pessoas mais abandonam o seu site, quais os dias e horários de maior acesso.

E muitos outros.

Por isso, a ferramenta gratuita é indispensável para analisar a sua estratégia digital, e gerar insights e dados para otimizar suas campanhas.

Google Ads

O Google Ads — que até pouco tempo era chamado de Google Adwords — , que talvez seja uma das mais conhecidos na prática, é a plataforma de criação de anúncios do Google.

Com ela você pode criar publicações tanto para aparecerem antes dos resultados orgânicos na página de resultados do próprio Google, como na rede de display, que são banners que aparecem em outros sites que disponibilizam espaços para este fim.

Para utilizá-lo você precisa, antes de tudo, criar uma conta na plataforma. Com a conta funcionando, os seus anúncios passam pelas seguintes etapas:

  • Seleção do objetivo: para que o Google faça os ajustes necessários e te dê as melhores opções;
  • Escolha do alcance: afinal, segmentando a audiência você aumenta as suas chances de sucesso e diminui custos;
  • Criação da mensagem: focada nos seus objetivos e destacando o que a sua empresa tem de melhor;
  • Define o limite de orçamento: que pode ser ajustado ou pausado em qualquer momento, mas já vai te dar uma base de qual será o alcance do seu investimento;
  • Publica o anúncio: e a magia começa a acontecer.

O legal é que, caso você também tenha o Google Analytics, você poderá acompanhar os seus resultados pela própria ferramenta e compará-lo a outras fontes de tráfego.

Além disso, o Google oferece inúmeras possibilidades de palavras-chave para os seus anúncios, justamente para que ele se adeque a qualquer orçamento, mesmo que o seu budget não seja tão grande, e ainda sim gere resultados.

Google AdSense

Do outro lado está o Google AdSense, que é a plataforma gratuita de monetizar o seu site, recebendo anúncios criados através do Google Ads.

Falando das possibilidades do Google Ads eu comentei que, além de resultados no mecanismo de busca, ainda existe a possibilidade de criar anúncios na rede de display do Google. É assim que você faz parte dela.

Para isso, os sites ou blogs interessados devem fazer um cadastro, ativar a conta e em seguida o Google fará uma verificação automática do seu site para entender se o ele tem os pré-requisitos para receber um anúncio.

Caso você seja aprovado, você deverá:

  1. Escolher o tipo e formato de anúncio que você deseja receber;
  2. Determinar o local em que os anúncios poderão aparecer em seu site ou blog;

Você pode escolher estrategicamente quais os melhores lugares para os anúncios aparecerem

E a partir disso os anunciantes criam campanhas e o seu faturamento vai sendo armazenado na sua conta Google.

Outro ponto importante é que o Google seleciona os potenciais anunciantes para o seu site de acordo com o seu público, para garantir que eles não atrapalhem a experiência do usuário e ao mesmo tempo gerem retorno para quem anunciou.

E os anúncios não precisam ser apenas em sites, mas caso você tenha jogos, plataformas com mecanismo de busca ou canal de vídeos, você também poderá monetizar através do AdSense.

Google Search Console

Essa talvez seja a ferramenta que mais causa confusão na cabeça dos usuários, especialmente por ser confundida com o Google Analytics. Mas é muito fácil entender a diferença:

Enquanto o Google Analytics analisa o comportamento dos seus usuários em seu site, o Google Search Console analisa o comportamento do seu site para os seus usuários.

Ou seja: a sua principal função é avaliar o desempenho do seu site e fornecer informações que ajudem você a otimizá-lo, tanto para melhorar o seu posicionamento em mecanismos de busca quanto para que os seus visitantes tenham a melhor experiência possível ao acessá-lo.

Para isso, ele te entrega dados como:

  • Desempenho
  • Tráfego
  • Comportamento
  • Inspeção de URLs
  • Facilidade de uso em dispositivos móveis
  • Indexação

Tudo isso para que você tenha conhecimento, por exemplo, de quanto tempo suas páginas demoram para carregar — e como isso pode afetar o seu tráfego —, o que as pessoas buscam que as leva ou não para o seu site, quais dificuldades os robôs do Google estão tendo para vasculhar o seu site em busca de conteúdo relevante… e muitos outros!

E a ferramenta ainda possui um sistema de alerta sobre os problemas, que envia um email para você cada vez que encontra algo que não está funcionando — ou pelo menos não como deveria.

Google Data Studio

Por fim, mas não menos importante, nós temos o Google Data Studio, que particularmente é o meu atual preferido.

A plataforma permite que você crie dashboards personalizados com os seus dados, para que eles deixem de ser um aglomerado de números e se tornem uma fonte de informação relevante para você.

Para isso você cria uma conta e faz a integração com a sua fonte de dados. Se ela for Google, como o Analytics, Ads ou um canal no Youtube é ainda mais fácil.

Porém existem extensões que ajudam a integrar com outras fontes como redes sociais, plataformas de gestão como Asana e Trello, outras plataformas de dados como o SEMRush, Salesforce, Moz, Mail Chimp, ou a boa e velha planilha.

Embora não seja uma ferramenta fácil para já sair usando, o Data Studio é bem intuitivo e conta com facilitadores como alguns modelos prontos, e uma galeria em que as pessoas depositam modelos que elas mesmas criam e podem ser úteis para você também.


Alguns dos modelos da própria plataforma

Mas não se preocupe que, com as fontes de dado Google e as principais integrações, a maioria dos dashboards são praticamente automáticos. Com isso o seu trabalho será apenas entender quais desses dados funcionam para você e, com o tempo, ir fazendo modificações para que ele tenha exatamente as informações que você precisa.

Além disso, é possível definir permissões e compartilhar os boards para que a sua equipe ou, quem sabe até, os seus clientes fiquem por dentro dos dados e estejam todos na mesma página.

Ok, mas como eu devo escolher as ferramentas que eu devo usar?

Essa é uma dúvida muito comum, e que não existe uma resposta pronta. A ideia é que as ferramentas, sejam do Google ou não, existam para facilitar a sua rotina e te gerar insumos realmente importantes.

Por isso, antes de começar a tirar todas as certificações — e sim, boa parte dessas ferramentas tem cursos gratuitos e com certificado para que você aprenda a usá-las na prática — é interessante responder a algumas perguntas:

  • Quais dados essa ferramenta me forneceria que eu não tenho acesso fácil hoje?
  • Como ela pode melhorar algum dos meus processos?
  • Com qual frequência eu realmente usaria acessaria essas plataformas?
  • O que eu vou fazer — a curto, médio e longo prazo — com as informações que eu extrair de cada uma delas?

E a partir daí você escolhe e começa o processo de implementação, uma por vez, dando um prazo para entender se ela está realmente sendo utilizada e, é claro, sendo útil.

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